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Poema Oficial dos Bares da UFSC

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SACROSSANTO BAR
A Cruz de Souza

No crepúsculo do vesperal
Deita-se o lume brando
Do inverno na cidade ardia.

Minha tez comprimida
Expressa mais um dia de dor.
Eloqüo preces e dou graças,

Genuflexo no sacrossanto altar
Que macula as gentes esparsas.
E eu, sacrílego cidadão,

Homem de fé, imperfeito feito,
Deito meu peito no leito
Do santuário profano.

Mor altar do cidadão.
Cauterizo minhas chagas
Libando benta destilada.

Não blasfemo ou rogo pragas.
Rio apenas dessa vida pequena
Que cabe em minha mão.

Ínfima condição
Que todo fim de tarde
Leva-me ao santuário.

Onde sou grão duque,
Marquês, rei ou apenas irmão.
Toda dor traz em si

Um contentamento detido.
Dessa dor mesma que me corrói
Sorvo o prazer que dela destilo.

 

 

 
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