Hoje é Domingo, 05 de Fevereiro de 2012, Hora de ir pro bar: 12:34  

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Por meio desta publicação dou princípio a tarefa onde prodigalizo minha erudição acerca dos mitos, especificamente os dos bares. No futuro, reunindo as partes, publicarei e colocarei a venda no bares da UFSC. Hoje lhes oferto alguns dos mais belos mitos da cultura dos bares que venho pesquisando.

ass: A Cruz de Souza

 

O MITO DO MATUSALÉM DOS BARES

O MITO DO LAMBISOMEM

O MITO DO DEUS BOHEMIUS

O MITO DO SANTO DOS BARES

O MITO DO PAI (PHATER)

O MITO DO ESPÍRITO DOS BARES

O MITO DA FÊNIX

O MITO DO CARTÃO INFINITY

 

 

O MITO DO MATUSALÉM DOS BARES

É conhecido de todos os cristãos dos bares a narrativa bíblica do velho Matusalém, que viveu 969 anos. Certamente, sua aparência física não foi capaz de acompanhar sua idade, possuindo, provavelmente, uma aparência muito mais jovial do que seus longos anos. Ocorre que nesta ilha mágica de tantos mitos os nossos incansáveis mitólogos descortinaram outro surpreendente mito que se parece muito com a história bíblica. Contam nossos especialistas que existe circulando pelos nossos bares um ancião boêmio de idade indeterminada, muito velho realmente. É o que se vê pela sua aparência física.

Mas este mito é o oposto da narrativa bíblica. Enquanto o Matusalém bíblico tinha a aparência de alguém que se sabia ser muito velho, contudo imagino que não se podia dizer que era tão velho quanto acabou por viver. O ancião dos nossos bares – o Matusalém ilhéu – traz as marcas de um homem velho, judiado pelo tempo, - nota-se na aparência - porém este não tem mais que trinta anos. Eis a sabedoria do mito: a boemia nos bares é um catalizador feroz do envelhecimento precoce.

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O MITO DO LAMBISOMEM

Há muito que já se provou a existência de reais Lambisomens vivendo entre nós. Basta que se vá na Rua do Príncipe pela madrugada, no centro de Desterro, onde jaz entre prédios modernamente horrendos a secular igreja de Nossa Senhora do Parto que já não atrai nem espanta ninguém, que se diga os Lambisomens. Nos interstícios da cidade, nos meretrícios e hotéis baratos, lá estão eles, a espreita pela próxima vítima.

Contudo, nos bares da ilha o Lambisomem ainda é um mito, pois temendo serem fustigados pelos normais vivem entre os frequentadores de bar anonimamente. O Lambisomem, descobriu-se, é parente próximo do famigerado Chupa-cabra. Este, no entanto, preferiu vitimar animais ao invés de humanos. Mas o Lambisomem tem um objetivo na sua vida mítica: encontrar o célebre Saci-pererê. Explicam os mitólogos que a razão de tamanha atração do Lambisomem pelo Saci repousa no fato de que, na verdade, este ser mítico anda sim sobre um membro, porém não é uma perna.

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O MITO DO DEUS BOHEMIUS

Sabe-se que na teogonia dos bares preserva-se a história de que o Deus Errôneos, Filho de Tortus e Dementas, cometeu um grande erro, como sempre. Numa noite que saiu para se distrair nos Bares Elísios, exagerou na Bebida dos Deuses, vindo a ter relações com Mocreatas, filha de Jacó, pai do Bandolim. Desta relação perniciosa nasceu Boêmius, conhecido também como Insonus.

Não é possível para nós, pobres mortais, imaginarmos este Deus como algo concreto, tal e qual uma representação da estatuária grega. Boêmius é um Deus informe, fluído. Ele se espalha como uma fina neblina e permeia todos os bares após o escurecer, conta o mito. Sua influência, dizem, leva os mortais a beber e beber e beber até o dia amanhecer.

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O MITO DO SANTO DOS BARES

Este mito de origem cristã se alimentou e se propagou principalmente nos bares próximos à cadetral. Diz este mito que um jovem virtuoso, estudante de teologia e de alcunha Terêncio, frequentava os bares da ilha permanecendo neles durante horas, chegando mesmo ao alvorecer. No entanto, e essa é a razão do mito, gastava apenas o equivalente ao valor de uma única cerveja. Mas, para o espanto de todos os presentes, seu copo mantinha-se sempre cheio e com cerveja gelada.

A cristandade dos bares acreditava que este mancebo era portador de um dom divino: o de multiplicar a referida bebida infinitamente. Atualmente, canonizado pela igreja, São Tortinho, como foi batizado pelo Papa, é venerado no meio cristão dos bares vivendis. Terêncio milagreiro, como o chamavam em vida, faleceu num balcão de bar vítima de cirrose. Seu dom infelizmente não alcançava a cura. Porém, aquele que para São Tortinho dirigir suas preces com fé e devoção, defendem os religiosos, terá sempre cerveja para beber enquanto num bar estiver. Os mitólogos, entretanto, acreditam que Terêncio não passava de um ecônomo e usurpador da bebida alheia.

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O MITO DO PAI (PHATER)

Conta-se, neste mito, que existe freqüentando os bares uma espécie de semi-deus que pode surgir em diversas formas físicas. Quem tiver a casualidade de conhecê-lo, diz o mito, terá tudo pago pelo “Grande Pai” (Big Father, Maximus Phater) durante toda a noite. Antes do amanhecer, porém, o Pai desaparece sem deixar vestígios. O Pai, esse tipo solidário e altruísta, personifica a solidariedade humana.

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O MITO DO ESPÍRITO DOS BARES

Ele aparece em todos os bares ao redor da UFSC. Trespassa paredes e pessoas, atravessa as ruas insolentemente, e há quem diga que bebe cerveja. Prefere os bares quando estão vazios, mas não se furta a aparecer quando os bares estão lotados. É inconstante e agitado. As más línguas dizem que trata-se da alma de um homem que morreu devido a sua dieta a base de coxinhas e cerveja.

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O MITO DA FÊNIX

Este mito é um desdobramento do famoso mito grego. Consta na história deste mito que um ancião freqüentador de bares caiu morto sobre uma mesa de bar. Os companheiros o colocaram no banheiro, pois, temiam o mau cheiro. Grande susto eles levaram quando o velho apareceu renascido para os olhos de todos. O banheiro era a origem de toda sua força vital. Embora para muitos o banheiro seja o fim dessa mesma força.

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O MITO DO CARTÃO INFINITY

1. O cartão é sorteado, não é possível adquirir; 2. É igual ao Highlander: só pode existir um; 3. Só ocorre um novo sorteio quando o detentor morre; 4. Quando o cartão é sorteado, também é sorteado um ladrão do cartão; 5. A equipe baresdaufsc.com não oferece proteção alguma contra o ladrão sorteado; 6. O ladrão deve usar de suas habilidades mentais, sem recorrer à violência. mais

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