O CORPO LÚDICO
por A Cruz de Souza
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Não há criança ou adulto que discorde da ideia de que o corpo é possibilidade, meio e também fim para o jogo e a brincadeira, ou o brinquedo. Haverão sempre de concordar com isso. Ambas as gerações, ainda que de formas distintas, mantém em essência a mesma gênese e o mesmo princípio diretor desta ideia.
Para a criança recém vinda ao mundo o peito é o primeira experiência lúdica com o corpo. Sua forma redonda, que no período de amamentação ganha em volume por conta do leite que se produz, é enfática: brinque comigo!
O bebê então sorri e quando cresce mais cria situações imaginárias cada vez mais complexas cujo o peito é parte fundamental. Esta primeira experiência lúdica do ser humano o marcará para sempre. Se homem for, cultivará pela sua vida o culto ao peito feminino, sua apreciação sincera, não exagero, no mesmo plano da arte. O adulto exerce forma de brincar com o corpo diversa da criança. Aquele é um explorador mais ousado.
Note o leitor e mesmo a leitora que estas duas rotundas esferas não são aqui banalizadas como uma bola de brinquedo qualquer. As seios do corpo feminino carregam a quintessência da vida. O sangue quente circula dentro deles e os integra num todo que constitui um ser singular. A brincadeira com o corpo é uma experiência única a cada vez que se realiza, pois o corpo está em constante mudança.
A mulher também gosta e valoriza seus seios conferindo importância especial as suas vestimentas no que concerne a cobertura dos seios. A fêmea humana, adulta ou criança, também lida de maneira lúdica com o corpo, obviamente, e certamente dentro de seu universo imaginário. Na adolescência muitos de nós tivemos uma arrojada brincadeira com nosso corpo que então se repetiu muitas vezes.
No nível na vivência sexual a brincadeira com o corpo alcança outras constelações.
A ludicidade, em verdade, não é uma propriedade intrínseca do corpo. É não mais que reflexo do ser humano, expressa a essência humano e da própria vida: a criatividade. Da criatividade nasce o riso, a brincadeira, o folguedo e a arte.
Mas o corpo-brinquedo não se esgota em possibilidades de dar ensejo ao divertimento do outro ou de si. Nas montanhas que chamam nádegas a imaginação não vê limites. Para o homem, ninguém ignora, a bunda feminina é brinquedo dos mais procurados e por vezes dos mais caros que se pode ter.
O dorso feminino é lugar rico de divertimento que sua silhueta evoca. As pernas femininas são viadutos belíssimos e delgados que nos dirigem diretamente paro o gozo transitório da vida.
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